Harpa: Referências Bíblicas e Históricas Na Bíblia, a 1ª menção à harpa encontra-se em Gênesis 4.21, ao falar de Jubal (a 7ª geração depois de Adão) como o pai de todos os que tocavam flauta e harpa. A harpa foi o instrumento de Davi (um pastor de ovelhas que, após unção do profeta Samuel, tornou-se rei em Israel - 1 Samuel 16.11). Ele utilizava a harpa para compor os Salmos e para acalmar a angústia do rei Saul (antecedeu a Davi no trono de Israel - 1 Samuel 16.16 a 23). Assim, temos na Bíblia a 1ª notícia sobre musicoterapia - a música como meio de terapia e cura de alguma doença. As harpas existentes no reinado de Salomão (filho e sucessor de Davi no trono de Israel), eram construídas em sândalo - madeira nobre procedente da Índia - 1 Reis 10.11,12 e 2 Crônicas 9.10,11. A harpa estará presente no final dos tempos - Apocalipse 14.2 e 15.2. Para visualizar alguns modelos de harpa, clique no link ! www.marcelli.com.br/artdec/news/celyharpas.htm A 1ª referência histórica da harpa, é datada de 3200 a.C. - fragmento de um vaso, retratando duas pequenas harpas, tocadas por dois músicos que antecedem um personagem real. Foi encontrado em Bysmaia, antiga cidade de Adab e, atualmente está no Museu de Istambul (antiga Constantinopla), na Turquia. Outra placa de pedra entalhada, tem um músico barbado, em pé, segurando uma harpa. Datada de 3000 a.C., a peça está no Instituto Oriental de Chicago - EUA. Por muitos séculos, a harpa foi
um instrumento solista em mãos de trovadores, com canções
que relatavam feitos heróicos do passado, lançando assim
a semente de rebeliões, daí porque foi perseguida pela realeza.
Além disso, por ser instrumento diatônico - somente tons
e semitons naturais - a harpa desapareceu do cenário musical, tendo
algumas súbitas aparições na ópera italiana
do século XVII, fazendo parte apenas de acompanhamentos. Em 1720, o harpista alemão Hochbrucker coloca pedais - controlam ganchos que aumentam ou diminuem a tensão das cordas - na harpa, pela 1ª vez. Em 1792, o francês Sebastian Erard substitui os ganchos por garfos (tensionam as cordas pelos lados opostos) e, em 1810 ele patenteia a sua harpa a ação dupla - como é encontrada até hoje e também chamada harpa concerto ou de pedais . Com este instrumento (tem 47 cordas e aproximadamente 185 cm de altura) é possível tocar em todos os tons (polifonia) maiores e menores e realizar as modulações através de pedais (são 7, um para cada tom, sendo que, cada pedal tem 3 encaixes ou degraus - bemol, natural e sustenido). Os melhores instrumentos são Salvi (italiano), Lyon & Healy (americano) e há luthierias (fabricação artesanal) como a francesa Camac www.camac-harps.com , Dusty Strings, Thormahlen, Triplett, William Rees, Ocaña, além de outras marcas. Temos ainda a harpa céltica, que aproxima-se em detalhes à paraguaia no que refere-se ao tamanho, porém a distância entre cordas e forma de tocar são similares à concerto. A harpa paraguaia (originalmente
com 37 cordas e aproximadamente 175 cm de altura) por não ter pedais,
é diatônica. Alguns modelos já tem chaves p/ semi-tons.
Geralmente, o harpista transcreve as partituras do tom original para o
tom de C maior ou, afina as cordas referentes aos sustenidos ou bemóis
das claves (que, como o piano, são duas: mão esquerda -
Fá; mão direita - Sol). Pájaro Campana by CBM e Gustavo
Sanabria são fabricantes de harpa paraguaia, instrumento que apesar
de não ter bemóis ou sustenidos, tem amplo repertório
e - ao contrário do que muitas pessoas imaginam!! - não
toca-se somente música paraguaia em harpa paraguaia. Pode-se usar
a criatividade para produzir um vasto repertório - samba, reggae,
choro, MPB, bossa - com este instrumento, como você verá
no CD "Fazendo um H com a Harpa!", cuja gravação
e lançamento deu-se em novembro de 2006! Muito obrigada por sua
leitura! |